Comunicado importante!

Prezados pais, familiares, estudantes e colaboradores,

 

Informamos que, após a decretação de lockdown pela Prefeitura Municipal de Juiz de Fora, na manhã de hoje (7/3), o Colégio dos Jesuítas, que já vinha trabalhando com escala mínima presencial para serviços de apoio, não desenvolverá atividades em suas dependências, até que haja nova reclassificação do município no programa “Juiz de Fora pela Vida”. Essa restrição inclui a recepção do Colégio e a celebração da missa de quarta-feira.

 

O contato de pais, familiares e estudantes com o Colégio deverá ocorrer pelos meios digitais.

 

A nossa esperança, confiança e fé é o que nos move.

 

Atenciosamente,
Colégio dos Jesuítas

Somos Jesuítas de coração

Com licença, posso entrar?

 

Com licença, posso entrar?

 

Se eu fosse te visitar hoje, eu chegaria à porta de sua casa e chamaria por você. Esperaria, com uma leve ansiedade, que você me atendesse. Abriria um sorriso ao te ver e, não sem antes pedir licença, aceitaria o convite que me seria feito para entrar.

 

Eu não iria reparar a bagunça. Não! Eu só aproveitaria a oportunidade de estar com você, de conversar com você. É por isso que eu iria te visitar. Passaríamos alguns momentos juntos, dialogando, trocando experiências… Ah, que pontes criaríamos entre nós!

 

Chegada a minha hora, eu pediria a você licença para me retirar. Já saudoso daquele encontro, eu te instigaria a que nos comprometêssemos com um novo encontro. Sairia, então, com calorosas despedidas, e regressaria à minha vida.
Mas acontece que, hoje, não posso te visitar. Esse encontro, desse jeito, não pode acontecer.

 

Desafiados pela distância, mudamos criativamente a maneira de sermos hospitaleiros. Hoje, somos convidados às casas das pessoas por meio dos recursos tecnológicos. Recebemos, também, em nossos lares, aqueles que virtualmente nos visitam. E como é bom, apesar dos pesares, ainda podermos fazer isso!

 

A hospitalidade que hoje praticamos é um compromisso mútuo: eu não posso visitar alguém sem, ao mesmo tempo, receber sua visita. Quando peço licença para entrar em sua casa virtualmente, eu também abro os braços para recebê-lo em minha casa – e, claro, peço que não repare a bagunça!

 

Não basta, contudo, visitar e receber visitas. O encontro deve permitir a fruição. Não importa a mediação tecnológica: essas visitas ainda são ações humanas. Duas pessoas, quando se encontram, quando se entregam àquele encontro, lançam as bases para a conexão que realmente importa: o que nos liga, o que nos une, é a nossa semelhante humanidade.

 

Se somos, ao mesmo tempo, anfitriões e visitantes, então estamos ambos com o desejo de bem acolher e com a expectativa de sermos bem acolhidos. A hospitalidade que nos compromete, assim, cria a nossa ponte. A ponte entre nós. E para atravessá-la, preciso dar o salto imaginativo que permita que eu me coloque no lugar do outro, compreendendo suas vivências, suas angústias, suas dores, suas alegrias – sua humanidade, enfim. Agindo assim, coloco-me em exercício de empatia. Atravesso a ponte para me colocar em seu lugar. Mas o seu lugar é também o meu. O que encontro em ti é o que sou. A empatia é a chave para enxergarmos no outro a humanidade que temos em nós.

 

Desafiados pelos tempos atuais, somos convidados à reflexão: a acolhida que desejo não é aquela que devo ofertar? A compreensão que espero não é a que devo praticar? A hospitalidade que desejo ter não é a mesma que devo oferecer?
As visitas que fazemos, não importam os meios, são sempre visitas de coração para coração. Não posso acolher o outro sem ser hospitaleiro; não posso visitar o outro sem ser empático.

 

Deixemos que nossos corações se visitem e que digam: com licença, posso entrar? Sim, mas não repare a bagunça!

 

Por: Prof. Ivan Bilheiro
Orientador Pedagógico

Em comemoração aos 65 anos: Colégio dos Jesuítas recebe Moção de Aplauso

O Colégio dos Jesuítas está em festa!

 

Nesta sexta-feira (05/03), data de sua fundação, a instituição recebeu, da Câmara Municipal de Juiz de Fora, uma Moção de Aplauso em comemoração aos seus 65 anos de histórias. No recebimento da homenagem, iniciativa do Vereador Maurício Delgado, estavam presentes o Diretor Geral do nosso Colégio, Professor Edelves Rosa Luna, o Diretor Acadêmico, Pe. José Robson Silva Sousa, SJ, e o Superior do Núcleo Apostólico Rio de Janeiro/Juiz de Fora, Pe. Toninho Monnerat, SJ.

 

No documento entregue à instituição, destacou-se que “a honraria é fruto do reconhecimento desta Casa Legislativa, em valorizar o serviço prestado, com maestria, pelo Colégio, ao logo dos seus 65 anos.” Também reconhece a instituição da Companhia de Jesus “como um centro inovador de aprendizagem integral, que desenvolve, de forma criativa, as potencialidades de seus estudantes nas dimensões cognitiva, socioemocional e espiritual-religiosa, por meio de um currículo integrado e integrador, educando, dessa forma, para a cidadania global.”

Conheça os professores/colaboradores mais antigos do Colégio

No Colégio dos Jesuítas, os professores/colaboradores compartilham com muito amor e dedicação o serviço da missão. Na semana do aniversário da instituição, compartilhamos os nomes dos profissionais que possuem mais tempo de casa e que contribuem, há vários anos, para que a missão e os valores do Colégio sejam concretizados e perpetuados.

65 anos do Colégio: Celebração marca o início das comemorações

O Colégio dos Jesuítas está completando, nesta sexta-feira (05/03), 65 anos de muitas histórias! E para marcar o início das comemorações, convidamos toda a comunidade educativa para assistir, nesta sexta-feira (data da fundação da instituição), às 19h, à transmissão de uma Celebração, que ocorrerá pelo canal do Colégio no YouTube. (Clique aqui para acessar)

 

Drive-Thru da Pré-Escola II ao 9º ano/Fundamental: confira o cronograma das séries

Conforme comunicado enviado às famílias, por e-mail e disponível no Moodle, na próxima semana, serão entregues, por meio de Drive-Thru, os seguintes materiais: impressos da Pré-escola II ao 5º ano/Fundamental (de acordo com a pesquisa previamente realizada) e do Programa Bilíngue da Pré-escola II ao 9º/Fundamental.

Na ocasião, aproveitaremos a oportunidade para realizar a entrega dos materiais pessoais das crianças da Unidade I que foram deixados no Colégio em 2020. As famílias que não puderem comparecer nos dias e horários determinados deverão entrar em contato, a partir do dia 08/03, por meio do telefone 2101-5700 (das 8h às 17h30min) e agendar a retirada dos materiais.

 

Confira o cronograma das séries!

 

01/03 (2ª feira)
Horário: 9h às 12h/13h às 16h
Séries: Pré-Escola II e 5º ano/Fundamental

02/03 (3ª feira)
Horário: 9h às 12h/13h às 16h
Séries: 1º e 2º anos/Fundamental

03/03 (4ª feira)
Horário: 9h às 12h/13h às 16h
Séries: 3º e 4º anos/Fundamental

04/03 (5ª feira)
Horário: 9h às 12h/13h às 16h
Séries: 6º e 7º anos/Fundamental

05/03 (6ª feira)
Horário: 9h às 12h/13h às 16h
Séries: 8º e 9º anos/Fundamental

 

Foi poeta, sonhou e amou na vida

Começo com a citação de um verso de Álvares de Azevedo, jovem poeta brasileiro do século XIX. Como muitos garotos de sua geração, Azevedo via-se perdido em meio à turbulência de seus dias, imerso no mal do século e oprimido pelas intensas e profundas mudanças sociais que testemunhava. O futuro não lhe parecia promissor visto que o próprio presente era difuso e incerto. Como se sentia esse jovem? Qual legado deixaria à posteridade? O verso que intitula este texto responde de pronto a essas indagações: deixaria sua poesia, seus sonhos e sua disposição para amar. Azevedo, que tanto escrevera sobre o amor e seus sonhos, fez da própria poesia um ideal, uma resistência à realidade inóspita.

 

Renato Russo, líder da banda Legião Urbana, definiria o século XX em moldes semelhantes: “Digam o que disserem / O mal do século é a solidão / Cada um de nós imerso em sua própria arrogância / Esperando por um pouco de atenção”. Em sua tinta, certa apatia se desenhava naquela sociedade finissecular, tão fechada em si mesma, a cobrar empatia do outro. A doença era visível, mas o remédio, simples e fácil: “É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã / Porque se você parar para pensar / Na verdade não há”. Por mais difíceis que fossem os dilemas, havia uma resposta, havia uma necessidade e uma esperança tanto para a juventude do século XIX quanto para a do século XX.

 

Mais de cem anos separam esses dois artistas que expuseram inquietações e grande sensibilidade, reafirmando o senso geral de que juventude, inadaptação e sonhos caminham juntos. Porém, se apresentarmos essas mesmas questões a um adolescente do início do século XXI, que tem o mundo nas mãos com um simples toque nas telas e vive um isolamento sem precedentes devido à pandemia do Covid-19, a resposta pode ser mais contundente e assustadora, até mesmo para o senso comum.

 

Foi o que mostrou uma pesquisa realizada em 2020 e divulgada pela UNESCO em junho do mesmo ano. “Juventude e pandemia do Coronavírus” (https://www.juventudeseapandemia.com/) entrevistou mais de 33 mil jovens brasileiros de todas as regiões a fim de identificar as consequências da pandemia em áreas como bem-estar e expectativas para o futuro. Os resultados mostraram que esta, a maior geração de jovens da história do país, sente-se em desequilíbrio emocional, vive insegura e é dominada por ansiedade, depressão e imensa falta de perspectiva de futuro, uma realidade capaz de trazer sérios impactos aos rumos da sociedade nas próximas décadas. Em linhas gerais, os jovens deixaram de sonhar. Como se não bastasse, estimulados como nunca à competição e ao consumo, adquirem bens supérfluos a fim de suprir suas carências, encontram alegria em prazeres momentâneos e experimentam poucas realizações. Têm desejos, não sonhos e, sem sonhar, suas emoções se desequilibram, suas forças não se renovam e a ousadia, tão cara à mocidade, se esvai.

 

Esse retrato desalentador possui, contudo, dois dados animadores, pois podem indicar caminhos ou estratégias sequentes: quase todos os entrevistados consideram a escola extremamente relevante e a ciência um motivo de otimismo. Em outras palavras, em meio a tantas informações fugazes e a tanta liquidez, inseridos na frustração e na absoluta falta de perspectivas, os jovens brasileiros percebem um porto seguro e ele é, surpreendentemente, a educação, o conhecimento.

 

Essa educação “salvadora”, entretanto, não é aquela voltada ao desenvolvimento intelectual com conteúdos sem grande conexão com a realidade. Muito menos ao fornecimento de tecnologias de ponta, que já participam de seu dia a dia e não lhes trazem sentido para a vida. Carecem de educação integral voltada à excelência intelectual e emocional através de um ambiente sadio, baseada no diálogo e na construção coletiva do conhecimento. Desejam uma educação preocupada com um mundo mais justo, fraterno, solidário e inclusivo. Clamam por uma escola alegre e plena de respeito, que resulte em vidas transformadas para o bem individual e da sociedade. Tudo isso é proposto pelo Projeto Educativo Comum da RJE e se torna um desafio para todos nós.

 

Essa educação integral é que poderá contribuir, com responsabilidade, para a superação de muitos desafios hodiernos e fomentar o direito de sonhar, que não está em nenhuma Constituição ou em declarações de Direitos, mas que nos torna profundamente reais.

 

 

 

Por Maria Laura Muller da Fonseca

Professora

 

Entrega de Kit PISM acontecerá nos dias 25 e 26 de fevereiro! Confira as orientações!

Nos dias 25 e 26 de fevereiro, estudantes da 2ª e 3ª séries do Ensino Médio 2021 e egressos da 3ª série/Médio do ano letivo de 2020 irão receber, por meio de Drive-Thru, um Kit PISM contendo máscara e camiseta.

A entrega do Kit acontecerá de 8h às 12h e de 13h30min às 17h30min, pela Rua Lindolfo Gomes e saída pela Rua João Carriço. Se a família optar por ir a pé, o material será entregue pela Rua Lindolfo Gomes.

 

Significado da águia

 

Para criar a camiseta que irá integrar o Kit PISM, o Colégio dos Jesuítas optou por uma águia, símbolo de liberdade e força e que representa São João Evangelista, ressaltando a Divindade e o Mistério do Filho de Deus.

Assim como a águia, São João “viu além do que está imediatamente presente”. Dessa forma, a águia da camiseta faz referência a capacidade de voar, de analisar as possibilidades e traçar o caminho mais certeiro: o do AMOR e SERVIÇO ao próximo.

Aprendizagem efetiva: Unidade I realiza atendimentos individualizados com as famílias

Durante o mês de fevereiro, a Unidade I do Colégio dos Jesuítas está promovendo atendimentos individualizados com pais/responsáveis de estudantes da Educação Infantil e dos 1º e 2º anos/Fundamental. Os encontros acontecem de forma remota e são realizados pelas professoras regentes e Orientadoras de aprendizagens (em horários diferentes das aulas) e tem como principal objetivo conhecer as impressões da família sobre o desenvolvimento da criança para que, associado à análise diária dos professores, seja possível criar estratégias sólidas, promovendo aprendizagens mais significativas.

A Coordenadora da Unidade I, professora Amanda dos Reis Santos, explica que, devido à pandemia, os desafios ainda existem, porém, o cuidado e acompanhamento do Colégio com cada estudante e suas individualidades, somadas às observações das famílias, beneficiarão estratégias para o processo de alfabetização. “O foco principal é somar os conhecimentos já existentes na Equipe Pedagógica aos das famílias, nas dimensões, não apenas cognitiva, mas também, social e emocional”, destaca a Coordenadora.

Os atendimentos individualizados serão previamente agendados pelas Orientadoras e Assistentes de Coordenação. A Unidade estima que todos sejam realizados até o dia 1° de março. Em caso de dúvidas, envie um e-mail para a Coordenação da Unidade I: unidadeum@coljes.com.br

Tempos Atuais e a Inclusão – A sociedade inclusiva

Muito tem se falado a respeito da Inclusão, principalmente nesse período de pandemia da Covid-19. Dentro do ambiente escolar, então, já imaginou?! Nesse sentido, para ser dado o primeiro passo assertivo, a comunicação do Colégio dos Jesuítas elegeu o principal item para que se pudesse ter sucesso no trabalho a ser desenvolvido nesses tempos tão diversos. O uso de mídias sociais da instituição, das ferramentas de comunicação remota foram e continuam fundamentais para que todos os profissionais envolvidos no processo educacional pudessem opinar, planejar e desenvolver a melhor forma de interação e planejamento para o educando.

Houve a necessidade emergencial de se atentar à Educação Inclusiva, que pode ser entendida como uma concepção contemporânea de ensino cujo o objetivo é garantir o direito de todos à educação, garantida de forma básica pela nossa Constituição Federal, de 1988 (Art. 206), pela Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência (Art. 24) e pela Lei 13.146, de 2015, a Lei Brasileira da Inclusão (Art. 27).

A Educação Inclusiva pressupõe a equidade de oportunidades e a valorização da diversidade humana, contemplando, assim, as pluralidades étnicas, sociais, culturais, intelectuais, físicas, sensoriais e de gênero dos seres humanos. Implica diretamente na transformação da cultura, das práticas e das políticas vigentes na escola e nos sistemas de ensino, de modo a garantir o acesso, a participação e a aprendizagem de todos, sem exceção. Para isso, precisamos transpor as barreiras ainda existentes, como as atitudinais, comunicacionais e arquitetônicas, promovendo a acessibilidade.


Nessa perspectiva, precisamos questionar se a prática pedagógica é realmente inclusiva, garantindo o direito de todos à educação, sabendo que o processo de aprendizagem de cada pessoa é singular, que convívio no ambiente escolar comum beneficia todos e, principalmente, a educação inclusiva diz respeito a todos nós, não apenas a um núcleo específico. Além disso, a comunidade educativa, os especialistas, os educandos e as respectivas famílias participam em conjunto do processo educacional e isso é fundamental.

O legado de tantos anos de discriminação, exclusão, segregação e violência forjaram a sociedade em que vivemos hoje, histórica e estruturalmente capacitista. Se queremos uma sociedade anticapacitista, é preciso aprender a respeito de justiça, alteridade, valorização das diversidades como parte crucial do processo de humanização.

A Educação Inclusiva veio para nos desafiar, nos mostrar a potencialidade e promover o empoderamento de cada estudante, promovendo o protagonismo estudantil, pedindo mudanças na forma de ensinar, pensando numa educação para todos, principalmente nos tempos atuais.

Por Melissa Martins
Agente na Formação Cristã