Semana especial: Ano letivo 2021 finalizado com emoção e alegria

 

A última semana de aulas do ano de 2021 no Colégio dos Jesuítas, entre os dias 6 e 10 de dezembro, foi repleta de episódios especiais e de despedidas neste período de encerramento do ano letivo. Foram momentos de solidariedade e cuidado com o irmão, fé, devoção e de renovar a esperança para o próximo ano.

 

A quarta-feira (08) foi marcada pelos festejos pelo Dia de Nossa Senhora da Imaculada Conceição, padroeira do Colégio. Durante a tarde, as crianças e os estudantes da Unidade I (turmas do Maternal III ao 2º ano do Ensino Fundamental) e colaboradores dos corpos docente e administrativo participaram de um momento de fé e devoção realizado no ginásio poliesportivo do Colégio.

 

As crianças e os estudantes depositaram flores e outros presentes aos pés da imagem da Imaculada Conceição, que foi conduzida até o altar especialmente posicionado no ginásio.

 

 

O Diretor Acadêmico, Pe. José Robson Silva Sousa, SJ, fez uma oração especial junto a todos os presentes.

 

Durante a noite, uma Celebração Eucarística reuniu os colaboradores do Colégio. Foram celebradas a nova Missão formativa do atual Diretor Acadêmico, Pe. José Robson Silva Sousa, SJ; a nova Missão de gestão estratégica do futuro Diretor Acadêmico, Professor Welerson Spada e a nova Missão de gestão da Professora Josiane de Souza Paiva, como futura Coordenadora da Unidade III.

 

Na missa, o Pe. Robson agradeceu à toda a comunidade educativa pelo carinho e cuidado. Ele também fez seus agradecimentos em nome da Companhia de Jesus e destacou que o seu coração de pastor foi formado na comunidade do Colégio dos Jesuítas.

 

O Diretor Geral, Professor Edelves Rosa Luna, agradeceu ao Pe. Robson pelos seus anos na comunidade e estendeu seus agradecimentos aos colaboradores, que foram qualificados como uma comunidade “vocacionada” em seu trabalho. O Diretor Geral também destacou que 2021 foi um ano de muito trabalho e ressaltou que a transição na área de gestão do Colégio acontecerá de forma tranquila e serena, com continuidade dos processos.

 

 

A cerimônia foi finalizada com um momento marcado pela emoção: o InaciArtes, grupo artístico do Colégio, rendeu uma homenagem especial ao Pe. José Robson Sousa Silva, SJ.

 

Natal de solidariedade e cuidado com o próximo

Na terça-feira (07), a chegada do Papai Noel ao Colégio reuniu as crianças e os estudantes da Unidade I em mais um momento de solidariedade. As famílias foram convidadas a providenciarem presentes (devidamente embrulhados e identificados) para os jovens doarem ao Bom Velhinho.

 

 

Os presentes serão destinados a instituições apadrinhadas pelo Colégio. O objetivo da festa foi celebrar o grande aniversariante da data, que é Jesus Cristo, e seus ensinamentos de amor ao próximo e de cuidado com o outro.

 

Confraternização e despedida da 3ª série do Ensino Médio

Os(as) estudantes da 3ª série do Ensino Médio estão dando adeus ao ano de 2021 e, também, ao Colégio dos Jesuítas, já que estão no último estágio da Educação Básica.

 

 

Para celebrar este momento, a semana especial contou, ainda, com atividades especialmente planejadas para as turmas do chamado “Terceirão”. Entre os dias 7 e 10 de dezembro, os(as) jovens realizaram atividades recreativas especiais, com brincadeiras e dinâmicas esportivas na piscina e nas quadras. Além disso, na manhã de sexta-feira (10) aconteceu a tradicional despedida da 3ª série/EM, com muita música, batuque e confetes para celebrar o fim de uma etapa fundamental, a da formação escolar e humanística do Colégio dos Jesuítas.

 

 

 

Nossa Senhora Aparecida: A Santa do Brasil

 

A devoção a Nossa Senhora Aparecida teve início no ano de 1717 quando pescadores encontraram no Rio Paraíba uma velha e escurecida imagem de Nossa Senhora da Conceição.

 

São escassos os documentos que registram o encontro da imagem. Oito anos após aquele acontecimento, o pároco de Guaratinguetá redigiu um relatório sobre ele, nomeando os três pescadores, Domingos, João e Filipe, responsáveis em encontrar a imagem. Esse texto serviu de base para o que foi escrito no Livro Tombo da paróquia, em agosto de 1757, pelo vigário Padre João de Morais e Aguiar, sob o título “Notícia da Aparição da Imagem da Senhora”.

 

No Livro Tombo da Paróquia de Santo Antônio de Guaratinguetá, conservado no Arquivo da Cúria de Aparecida, encontra-se a narrativa feita pelo vigário. Ela registra que foi “achada” a imagem pelos três humildes pescadores: “João Alves, lançando a rede de arrasto, tirou o corpo da Senhora sem cabeça; e lançando mais abaixo outra vez a rede, tirou a cabeça da mesma Senhora, não se sabendo nunca quem ali a lançasse”.

 

A imagem ficou sob a guarda do pescador Filipe Pedroso por 15 anos. Foi construído um pequeno altar onde as famílias vizinhas se reuniam para rezar o terço e outras orações. A partir daí, teve início a devoção que depois se tornaria o maior movimento religioso do país. Atualmente a imagem se encontra no Santuário Nacional de Aparecida, sendo o principal centro de peregrinação da Igreja Católica no Brasil.

 

Essa breve narrativa dos fatos que envolvem a aparição da imagem para os pescadores marca consideravelmente a história da devoção dos brasileiros à mãe de Jesus. Trata-se de uma expressão popular de afeto que traz à tona a reflexão sobre o papel materno e espiritual de Nossa Senhora Aparecida na consolidação da identidade cristã dos fiéis católicos. Diz de como, por meio da fé devocional, o povo de Deus tende a saltar para o comprometimento com a Boa Nova do Evangelho. Tal como relata o evangelista João 2, 5: “fazei tudo o que Ele vos disser”, Maria de Nazaré foi aquela que nos ensinou a colocar em prática os ensinamentos do Senhor, e isso ainda hoje é reconhecido e valorizado.

 

Muitas vezes, diante das dificuldades cotidianas, o amparo de Nossa Senhora, com seu exemplo de disponibilidade ao projeto de Deus e intercessão constantes, é alento que anima e fortalece a caminhada de fé dos cristãos. Ontem, hoje e sempre, a entrega sem reservas da Mãe de Jesus, demonstrada em palavras e atitudes de amor ao próximo, colabora para a construção de uma sociedade melhor. Nesse sentido, o cultivo da devoção mariana é muito mais que mera expressão da religiosidade popular nacional, pois, quando se inspiram no testemunho de Maria de Nazaré, as pessoas refletem a mensagem de que relações mais humanas e fraternas são possíveis em nosso país.

 

Essa perspectiva histórica e mariológica, portanto, reafirma que o 12 de outubro é um dia mais que especial. Por oportunizar justas orações e homenagens à padroeira do Brasil, a data nos recorda que podemos continuar contando com a proteção daquela que cumpriu os desígnios de Deus e, por isso, podemos também seguir trilhando o caminho do amor e do serviço ao outro. Isto sim é motivo de esperança porque, segundo cremos, a Mãe do Céu Morena mantém um olhar atento e cuidadoso sobre a vida do povo brasileiro.

 

Por Marcelo Sabino

Coordenador da Formação Cristã

 

Adriana Malaquias 

Professora