Livro “A caminho com Inácio” reflete sobre jornada em direção à liberdade

 

“Como alcançar a verdadeira liberdade?” Assim começou a reflexão do Superior Geral da Companhia de Jesus, Pe. Arturo Sosa, SJ, por ocasião do lançamento do livro “A caminho com Inácio”, nesta terça-feira (11), em Roma. Para a realização da obra, parte das celebrações do Ano Inaciano 2021-2022, o sucessor de Santo Inácio concedeu uma série de entrevistas ao jornalista italiano Darío Menor em 2020, já durante a pandemia da Covid-19. Assim, o livro reflete as transformações sociais do período.

 

Em um tempo de restrições causadas pela pandemia, a busca por ser livre ganha novo significado. Os leitores de “A caminho com Inácio” vão se deparar com a constatação de que para chegar à verdadeira liberdade, é necessário antes, trilhar um caminho. Para isso, podemos nos inspirar na trajetória de Santo Inácio de Loyola, que depois de ferido na perna em campo de batalha, deixa tudo e ruma em direção à libertação total, alcançada a partir do encontro pessoal com Jesus Cristo.

 

Nesse percurso, salienta o Pe. Sosa, SJ, Inácio descobriu que não poderia estar sozinho, porque se caminha em uma comunidade, que é a Igreja. O Superior Geral dos Jesuítas afirma ainda que o livro apresenta alguns “ingredientes” do caminho de libertação recorrido pela Companhia.

 

“Como Companhia de Jesus queremos renovar nosso compromisso de recorrer, junto à Igreja e tantas outras pessoas de diversas culturas, credos e lugares geográficos, o caminho da libertação. Este livro é um convite a caminhar com energia e discernindo a rota a partir do olhar do Senhor Jesus para acertar na direção da vida em liberdade para todos os seres humanos”, finaliza.

 

Na obra, o Pe. Arturo Sosa, SJ, também reflete sobre o seu encontro com Santo Inácio, as questões do seu país natal, a Venezuela, os desafios da Igreja Católica, a relação com o Papa Francisco (o primeiro Papa jesuíta da história) e os temas que estão no centro do compromisso da Companhia. O prefácio foi escrito pela presidente da União Internacional das Superioras Gerais (UISG), irmã Jolanda Kafka.

 

No Brasil, “A caminho com Inácio” está à venda pela Edições Loyola e já pode ser adquirido pelo site. Em ocasião do lançamento nacional, no dia 20 de maio, a editora fará uma transmissão no YouTube, à partir das 19h30. O evento contará com apresentação do Pe. Anderson Pedrosa, SJ e de Maria Clara Bingemer, professora de Teologia da PUC-Rio.

Dilemas sobre a abolição da escravidão

 

O período imperial foi marcado por diversos conflitos ideológicos em relação à escravidão. De um lado, existiam os abolicionistas e, de outro, os que defendiam a continuidade da escravidão. E, no meio desses conflitos, ainda existiam os negros que lutaram de diversas maneiras pela sua liberdade.

 

A abolição da escravatura foi um dos acontecimentos mais importantes da história do Brasil. A Lei Áurea foi assinada no dia 13 de maio de 1888, tendo a princesa Isabel como protagonista deste fato histórico. A lei contém apenas dois parágrafos: um abolindo a escravidão e um outro revogando as disposições contrárias. Mas por que este tema ainda é tão comentado atualmente?

 

A Lei Áurea marcou o fim do escravismo no Brasil. Todavia, na citada lei, não existiu nenhum parágrafo inserindo o ex – escravo na sociedade e no mercado de trabalho. Dessa maneira, o preconceito e a discriminação são heranças da escravidão no Brasil. Portanto, acabou a escravidão, mas permaneceu a mentalidade colonizada entre nós brasileiros, que se expressa, no dia a dia, pela reprodução das relações de desigualdade e falsa ideia de superioridade. E como essa ideia se expressa? Através do racismo e da desigualdade social. Ela funciona como elemento de distinção entre brancos e negros.

 

Diante de tais evidências de um passado recente, que marcou a sociedade brasileira, faz-se necessário perguntar: O que podemos refletir sobre a data 13 de maio?

 

O Brasil é o país com o maior número de negros fora da África, 56,10% da população brasileira se declara negra, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua do IBGE. Como um país com maioria declarada negra no país, não os vê?

 

O preconceito racial tinha suas raízes dentro e fora do Brasil. Os alforriados tornaram-se indesejados, tratados como desocupados e abandonados nas ruas. O que podemos ver na descrição do historiador Luiz Edmundo, (1878-1961), em seu livro O Rio de Janeiro do meu tempo:

 

Por elas vivem mendigos, os autênticos, quando não se vão instalar pelas hospedarias da rua da Misericórdia, capoeiras, malandros, vagabundos de toda sorte: mulheres sem arrimo de parentes, velhos que já não podem mais trabalhar, crianças, enjeitados em meio a gente válida, porém o que é pior, sem ajuda de trabalho, verdadeiros desprezados da sorte, esquecidos de Deus…(…) No morro, os sem- -trabalho surgem a cada canto”.

 

A forma traumática como a escravidão desenvolveu, precisa ser refletida, pois a população negra ficou à margem da sociedade e atirada à própria sorte. Não houve orientação para os alforriados, por exemplo, para se integrarem no mercado de trabalho assalariado.

 

Uma das ações para que possamos refletir sobre o assunto, são as ações afirmativas, lembrando que há muita luta ainda por vir. Mesmo que a Lei Áurea, de 13 de maio de 1888, tenha sido assinada para interromper a escravidão, ela eximiu de incluir, economicamente e socialmente, negros no país. Portanto, a referida data se tornou uma data para denunciar o racismo, a pobreza e a falta de oportunidades das comunidades negras.

 

Por Adriana Malaquias e Marcela Torres

Professoras

Inscrições abertas para a Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica

 

Atenção estudantes do 5º ano/Fundamental até a 3ª série/Médio! Estão abertas as inscrições para a Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA)!

 

A participação é gratuita e o(a) estudante pode se inscrever pelo Moodle até às 23h59min do dia 17 de maio.

 

Por meio do e-mail cadastrado, os estudantes vão receber um link para a prova, que será realizada de maneira virtual entre os dias 27 e 28 de maio. É possível escolher qual o melhor momento em sua rotina para participar da Olimpíada.

 

A prova terá duração de duas horas para o Ensino Fundamental e de três horas para o Ensino Médio. Ao todo, serão dez questões: sete de astronomia e três de astronáutica, em diferentes níveis, compatíveis com a série escolar do estudante.

 

Os participantes receberão certificado e, a depender da pontuação, podem receber medalhas de bronze, prata ou ouro.

Seis estudantes do Colégio dos Jesuítas participam da Olimpíada Nacional em História do Brasil

 

O Colégio dos Jesuítas está presente na décima-terceira edição da Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB), organizada pela Unicamp.

 

Sob orientação do professor de História Pedro Victor Monteiro de Carvalho, seis estudantes da 3ª série do Ensino Médio Integral estão divididos em duas equipes: “Bitucas” e “Os Ianomâmis”. Os estudantes Luiza Gonzaga Furtado Mendonça, Matheus Ribeiro Debussi Avezani e Thais Gabrielly Gomes Tagliaferri são os “Bitucas”. Já “Os Ianomâmis” são Giovana Simplício Pinto dos Santos, Guilherme Gonçalves da Silva e Yula Amaro de Oliveira.

 

A competição começou no dia 3 de maio. Nesta segunda-feira (10), começou a segunda fase, prevista para terminar no sábado (15). Ao todo, a Olimpíada terá seis fases e a final está marcada para o mês de agosto.

Aniversário do Diretor Acadêmico do Colégio é celebrado com Oração

 

 

O dom da vida do Diretor Acadêmico do Colégio dos Jesuítas, Pe. José Robson Silva Sousa, SJ, que estará aniversariando no sábado (8), foi celebrado com uma cerimônia, nesta sexta-feira (7), na Capela Santo Inácio.

 

Seguindo os protocolos de proteção à saúde (uso de máscara, distanciamento social e número reduzido de convidados), o momento contou com a presença de educadores do Colégio, do Orientador Espiritual, Pe. Cabada, SJ, e do Irmão Napoleão, SJ, jesuíta recém-chegado a Juiz de Fora, que irá colaborar na missão pastoral da Formação Cristã.

 

Durante a cerimônia, o Diretor Geral, Professor Edelves Rosa Luna, leu o Evangelho e destacou que a Palavra fala de amizade: “Não somos servos, somos amigos do Senhor”. Também agradeceu ao Diretor Acadêmico pela dedicação e serviços ofertados à instituição e ressaltou o valor do momento de alegria em um ano de sofrimento, perdas familiares e de instabilidade.

 

Grato pela cerimônia, o Pe. Robson, SJ, finalizou a cerimônia com uma bênção e usou o exemplo de Maria, que caminhou na dificuldade para inspirar os espectadores: “Que possamos saber que o Senhor está conosco em qualquer atribulação”, partilhou o Diretor.

Patrimônio Histórico e Cultural

 

Sempre nos deparamos com a questão da preservação do patrimônio histórico e cultural não só do Brasil como do mundo todo. Quando falamos em patrimônio histórico, devemos pensar que isso significa uma forma de escrever história. Tanto a cidade quanto a escrita sobre ela fazem parte de um processo de memorização individual e coletiva. Mas qual seria o conceito de patrimônio histórico? O patrimônio histórico representa os bens materiais ou naturais que possuem importância na história de determinada sociedade ou comunidade. Podem ser prédios, ruínas, estátuas, esculturas, templos, igrejas, praças, ou até mesmo parte de uma cidade, por exemplo, o centro histórico. Esse conceito começou a ser disseminado a partir do século XIX após a Revolução Francesa (1789). Para Dominique Poulot, a Revolução não teria sido apenas a vontade de se desligar do passado feudal com a destruição de seus signos, mas seria também “uma inflexão importante da inscrição memorial” da coletividade.

 

A consciência de viver em uma temporalidade comum, de pertencer a uma contemporaneidade afastada do passado (…), é provavelmente um dos resultados mais evidentes dos decênios revolucionário e imperial, transformando-os em uma experiência amplamente compartilhada (POULOT, Dominique. Uma história do Patrimônio no Ocidente, séculos XVIII-XIX: do monumento aos valores. São Paulo: Estação Liberdade, 2009)

 

Esses bens estão intimamente relacionados com a história da localidade ou do seu povo e servem como fontes de estudos para os historiadores. Através do patrimônio histórico, portanto, podemos conhecer a história e tudo que a envolve. Por exemplo, a arte, as tradições, os saberes e a cultura de determinado povo. Por esse motivo existem, atualmente, diversos órgãos que objetivam a conservação e preservação desses bens. Quais órgãos? O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), cabe ao Iphan proteger e promover os bens culturais do país, assegurando sua permanência e usufruto para as gerações presentes e futuras.
Aliado ao conceito de patrimônio histórico está o de patrimônio cultural. Segundo o artigo 216.º da Constituição, o patrimônio cultural representa os bens:

 

“(…) de natureza material e imaterial, tomados individualmente ou em conjunto, portadores de referência à identidade, à ação, à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira”.

 

Quando os bens são tombados pelo órgão responsável, isso significa que possuem estimado valor histórico e cultural. Essa intervenção tem como objetivo preservar o patrimônio, uma vez que, depois do tombamento, eles não podem ser demolidos ou reformados. Entretanto, os bens tombados podem estar sujeitos a um processo de restauração e/ou manutenção sem que as características originais desapareçam. O que ocorre na maioria das vezes, porém, é o esquecimento desse bem. Ficam abandonados, sujeitos às intempéries do tempo. Ao circular pelas cidades do interior do país, observa-se, com frequência, a degradação de inúmeros imóveis seculares, de valor artístico e cultural, de propriedade particular ou pública, que lamentavelmente dão lugar a outras edificações.

 

A importância pela preservação do Patrimônio histórico e cultural é extremamente relevante. Há uma rica diversidade cultural à qual deve ser dada continuidade. É preciso possibilitar às gerações presentes e futuras o direito à memória, à cultura e ao acesso ao patrimônio cultural imaterial, fundamentais para o equilíbrio do meio ambiente em que a sociedade está inserida.
Por que, depois da Revolução Francesa (1789), começamos a valorizar o Patrimônio Histórico?
Uma exploração do passado e de uma evocação dos símbolos na construção da nacionalidade presente e futura. Além disso, é uma apresentação pedagógica, de divulgação para a formação do cidadão.

 

Por Adriana Malaquias e Marcela Torres

Professoras

Solidariedade: Colégio dos Jesuítas arrecada mais de 385 kg para a campanha Juiz de Fora Solidária

 

Durante o mês de abril, o Colégio dos Jesuítas foi um dos pontos de coleta da campanha “Juiz de Fora Solidária”, promovida pela Prefeitura. Na instituição, foram arrecadados mais de 385,085 kg de mantimentos como arroz, feijão e leite em pó. Outros 85,1 litros de produtos, como, por exemplo, leite, detergente e óleo de soja também foram arrecadados.

 

Na sexta-feira (30/04), os donativos foram entregues ao Programa Mesa Brasil, do Sesc Zona da Mata – entidade responsável por distribuir o material entre as instituições de caridade da região, cadastradas no projeto.

 

Além de ser ponto de coleta de doações, o Colégio dos Jesuítas também fez a sua própria colaboração para a campanha: 65 cestas básicas foram doadas – o número foi escolhido em referência ao aniversário de 65 anos do Colégio. A iniciativa teve o objetivo de contribuir com 65 famílias do município.

 

O Colégio também recebeu algumas doações de produtos de higiene e limpeza pessoal.

 

Agradecemos aos educadores, estudantes e suas famílias que contribuíram com a iniciativa!

Semana da Matemática: dicas, atividades, lives e muita aprendizagem!

Entre os dias 3 a 5 de maio, o Colégio dos Jesuítas promove a Semana da Matemática – 2021 para as turmas do 6º ano/Fundamental à 3ª série/Médio. Por meio de dicas, atividades, desafios e brincadeiras, disponíveis em um curso no Moodle, os professores irão abordar o tema “Matemática nas profissões”. Para os estudantes do Ensino Médio, haverá uma programação de lives! Os links estarão disponíveis no Moodle.

 

Programação das lives

 

03/05

17h30: A Matemática na Cirurgia Plástica , com Dra. Sheila Oliveira Lisboa Gravina

Mediadores: 1ª série/Médio

Professores: Elis e Paulo

 

18h: A Matemática das Redes, com Profª Cristiane Moreira da Silva e Prof. Rubens Ragone

Mediadores: 1ª série/Médio

Professores: Elis e Paulo

 

04/05

17h30: A Matemática e a Odontologia, com Dr. Otávio Fartes

Mediadores: 2ª série/Médio

Professores: Paulo e Gabriel

 

18h:  A matemática e a Gastronomia, com Tibério Alfredo Silva

Mediadores: 2ª série/Médio

Professores: Paulo e Gabriel

 

05/05

17h30: Como uma matemática se parece?, com Ma. Franciele do Carmo Silva

Mediadores: 3ª série/Médio

Professores: Gabriel e Flavia

 

18h: Um passeio por curiosidades e Problemas não resolvidos – Caravana da Matemática

Mediadores: 3ª série/Médio

Professores: Gabriel e Flavia

 

Inscrições abertas para a Avaliação Integrada

 

 

Estão abertas, até o dia 3 de maio, às 23h59min, no Moodle, as inscrições para a Avaliação Integrada, oportunidade para estudantes do 2º ano/Fundamental à 2ª série/Médio reporem a nota das avaliações formais não realizadas (2ª chamada), de recuperar a média trimestral (Recuperação) e/ou de melhorar o desempenho acadêmico em até 85% da nota total do trimestre (Suplementar).

 

A inscrição deverá ser realizada pelo Responsável Acadêmico do estudante e, na ocasião, o usuário deverá escolher a modalidade (2ª chamada, Recuperação ou Suplementar) da Avaliação Integrada e a disciplina.

 

A Avaliação Integrada ocorrerá entre os dias 07/05 a 10/05, nos seguintes horários: 2º ao 5º anos/Fundamental: de sexta-feira, a partir das 8h; até segunda-feira, às 23h59min/ 6º ano/Fundamental à 2ª série/Médio: de sexta-feira, a partir das 14h; até segunda-feira, às 23h59min. Após iniciada a avaliação, o estudante deverá terminá-la no tempo previsto, porque só haverá uma tentativa.

 

Demais informações estão disponíveis no e-mail enviado às famílias dos estudantes.

Encontro dos Diretores das Escolas Católicas: momento de partilhar estratégias comuns

Nesta quarta-feira (28/04), foi realizado no Colégio dos Jesuítas o Encontro dos Diretores das Escolas Católicas de Juiz de Fora. Seguindo todos os protocolos de proteção à saúde, o momento contou com a participação da Equipe Diretiva da instituição e de representantes de quatro Colégios: Santa Catarina, Stella Matutina, Nossa Senhora do Carmo e Academia de Comércio.

 

 

 

 

Na ocasião, o Diretor Geral do Colégio dos Jesuítas, Professor Edelves Rosa Luna, recebeu os participantes e definiu o encontro como uma oportunidade de compartilhar a gestão empreendida nas unidades escolares católicas da cidade, além de um momento oportuno para dialogar sobre a possibilidade de retomada das aulas presenciais, assim que os órgãos municipais autorizarem.

 

“Essa reunião dos diretores tem por finalidade fazer a partilha da gestão, a partir de valores e procedimentos comuns que temos como escolas católicas e que fazem um trabalho voltado para questões próprias da filantropia e valores cristãos e humanos”, destacou o Diretor, acrescentando que os temas de gestão discutidos versam sobre toda a realidade, o dia a dia dos colégios, e trazem consigo a expectativa de que possam encontrar elementos comuns e satisfatórios para os melhores resultados possíveis.