Pausas Inacianas: momentos, provações e reflexões

Um momento para sair do cotidiano dos estudos, olhar para a caminhada da vida, perceber seus sonhos, objetivos e aquilo que o faz esperançar. Esses são os objetivos das Pausas Inacianas, realizadas pela Formação Cristã do Colégio dos Jesuítas, nas três Unidades.

 

Por meio de músicas, texto bíblico, exercícios de imaginação, reflexão e partilhas, as Pausas promovem um tempo de deserto e ordenamento das emoções, trabalhando nas crianças e nos jovens a formação socioemocional e espiritual-religiosa. “Aproximam os estudantes do objetivo da formação Integral que, diante de tantas cobranças e obrigações, não encontram tempo para uma parada reflexiva e orante sobre a própria vida”, complementa o Agente de Formação Cristã da Unidade III, professor Angelo Márcio de Oliveira.

 

O educador também destaca que, seguindo o exemplo de Santo Inácio de Loyola, o momento dispõe aos estudantes à condição de peregrinos conscientes da caminhada, fazendo deles seres humanos que se sintam capazes de transformar o mundo em um lugar melhor, por meio dos dons que têm a oferecer.

 

Partilha

 

No decorrer dos encontros, os estudantes são convidados a partilharem uma consigna, frase que sintetiza a experiência vivida. Na ocasião, são relatadas pelos estudantes palavras como paz, alegria, esperança, coragem, força e perseverança, e também é mencionado o anseio de serem luz para iluminar o caminho de outras pessoas.

 

Em uma das partilhas, Angelo conta que uma estudante da 3ª série/Médio Integral relatou a ele que a Pausa contribuiu para que ela entendesse a necessidade de fazer as coisas com mais calma.

 

“A ideia da Pausa, já vislumbrando o ano Inaciano que se aproxima, é ajudar os estudantes a olhar a vida como caminho e assim possibilitar a eles momentos, provocações e reflexões para que possam eleger o que é essencial para carregar na bagagem. Fazer a experiência da Pausa à luz do Inácio Peregrino é ir, aos poucos, reconhecendo-se como cidadão que participa de rede global que transpõe as fronteiras do país e que, por isso, é responsável por promover a justiça e a paz no mundo”, finaliza o professor.

Antiga aluna conquista diploma de musicista internacional de flauta

A antiga aluna do Colégio dos Jesuítas, Edwirges Margarita da Silva Apolinário, foi premiada em uma competição/audição da “International Orchestra Auditions Awards”, um programa artístico e de treinamento da “Samnium International University of Music”, renomada universidade, localizada na Itália, formada por um grupo de músicos consagrados no panorama mundial da música Clássica – Sinfônica e Operística.

 

 

A jovem, que concluiu o Ensino Médio Integral em 2019, conquistou o 3º prêmio no concurso (realizado de forma remota e que contou com a participação de músicos de mais de 60 países), conferindo a ela um diploma de musicista internacional de flauta transversa.

 

 

Atualmente, Edwirges está realizando o curso de Música na Universidade Federal de Juiz de Fora e destaca que as experiências artísticas proporcionadas pelo Colégio, como o Coral e as aulas de Teatro, fizeram expandir sua linha de pensamento sobre as artes e a ajudaram a crescer como musicista e a entender a diferença que seu trabalho artístico pode fazer na vida de outras pessoas, pois, para ela, “a arte é importante a arte transforma, a arte traz vida!”.

 

 

“Minha fase no Colégio dos Jesuítas foi muito importante, já que desde nova eu tinha como objetivo principal estudar música. Conseguindo a bolsa no Colégio, eu tive melhores condições de estudar para os vestibulares e alcançar minha meta de ingressar na faculdade de música”, finaliza Edwirges.

 

 

O Colégio dos Jesuítas parabeniza a antiga aluna e deseja que sua caminhada seja repleta de realizações!

 

A essencialidade da Educação

Pensar a Educação é pensar sobre a vida humana. A Educação possibilita a aprendizagem, e esta, por sua vez, traz liberdade, abre horizontes, motiva o desenvolvimento do ser humano. O conhecimento, ato de compreender por meio da razão e/ou da experiência, torna-se, portanto, uma ferramenta eficaz na construção de uma sociedade mais justa e humana.

 

Mas há liberdade sem sacrifícios? O caminho para a construção do conhecimento nos impõe desafios consideráveis, uma vez que apresenta como pré-requisito a disponibilidade e a motivação de quem o percorre.

 

O olhar para o papel da escola e sua relevância na vida de todas as pessoas é indiscutível, a educação escolar, essência desta instituição, torna-se responsável pela constituição do sujeito. E é nesta premissa que a escola trilha seu fazer pedagógico. Tendo como alguns de seus objetivos proporcionar a aprendizagem científica, a experiência, as descobertas e o repensar sobre algo, a escola assume o compromisso de disponibilizar arcabouços para que todos possam apreender de acordo com suas potencialidades. Numa atitude de respeito, compromisso e responsabilidade com a educação, a escola torna-se o “lugar comum”, onde a busca pela informação precisa ser constantemente incentivada, através de insumos que propiciem a autonomia, o engajamento e o desenvolvimento do estudante.

 

A Educação nos traz a possibilidade de pensarmos o mundo e as relações de maneiras diferentes, baseando-nos em valores, crenças e saberes específicos. Neste sentido, a escola torna-se um excelente lugar, de fato, para a concretude desta possibilidade. Pautada por um currículo integrador, sistêmico e bem articulado com a realidade, a instituição escolar busca a garantia de uma educação integral adequada e de qualidade para todos os estudantes.

 

Proporcionar condições para o diálogo, para a reflexão, para a interação e para a construção do conhecimento é um grande desafio da escola como instituição que favorece a aprendizagem através das relações com o meio, consigo e com o outro. A percepção de que todos são diferentes, únicos, mas igualmente valiosos, contribui para o exercício do respeito ao próximo e para o entendimento de que há, na diversidade, um potencial sem limites para o desenvolvimento da sociedade. Neste sentido, destaco a relevância de uma educação escolar na integralidade e faço uma analogia com um quebra-cabeças, que apresenta todas as suas peças diferentes e só pode ser totalmente completado e contemplado quando estas partes estão em perfeita harmonia.

 

Por Prof.ª  Danielle França Simas

Orientadora Pedagógica