Atividade de formação: estudantes da Pré-Escola refletem sobre a importância do diálogo e do valor da amizade

Por meio de uma atividade promovia pela Formação Cristã, os estudantes da Pré-Escola I e II compreenderam sobre a importância do diálogo, principalmente em um mundo que, às vezes, mostra-se dividido e crítico com as pessoas. Na ocasião, as educadoras destacaram que propor o diálogo e acolher é seguir os ensinamentos de Jesus, é construir pontes de fraternidade e cooperação, mesmo com quem pensa diferente de nós.

Durante a formação, de forma lúdica e didática, através da música “Normal é ser Diferente” e da Oração do Santo Anjo, nossos pequenos também refletiram sobre o valor da amizade e a importância de cuidar dos colegas, assim como Jesus cuida de nós!

Serviço Jesuíta a Migrantes e Refugiados: conheça a organização vinculada à Companhia de Jesus

 

 

Criado em 1980, o Serviço Jesuíta a Migrantes e Refugiados (SJMR) é uma organização internacional vinculada à Companhia de Jesus, especializada em migração, deslocamento forçado e refúgio. Presente em 50 países, no Brasil, o Serviço tem escritórios em Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), Boa Vista (RR), Manaus (AM) e Porto Alegre (RS).

 

O trabalho do SJMR é desenvolvido em diversas frentes, como acolhimento, proteção, educação, integração à sociedade local, apoio psicossocial e pastoral. Entre as atividades oferecidas gratuitamente estão o curso de idiomas e cultura brasileira, formação e capacitação profissional, inserção laboral e assistência jurídica.

 

A situação dos refugiados e migrantes merece a nossa atenção. Em 2020, no Dia Mundial do Refugiado, celebrado em 20 de junho, o Papa Francisco escreveu: “Nos refugiados e deslocados está presente Jesus, forçado – como no tempo de Herodes – a fugir para Se salvar. Nos seus rostos, somos chamados a reconhecer o rosto de Cristo que nos interpela.” Já nas palavras do Superior Geral da Companhia de Jesus, Pe. Arturo Sosa, SJ, “Só se trabalhamos juntos, o mundo poderá abordar as causas dos deslocamentos forçados em suas raízes”.

 

Clique aqui e saiba como colaborar com o SJMR

Literatura e contação de história: tecendo perspectivas para a formação de um leitor

“Que meu conto seja belo e que se desenrole como um longo fio…”

 

Deixe-me falar de um tempo, um espaço, uma voz e um ouvinte, sim, porque, para se contar uma história, não se necessita de mais que isso, mas é preciso cuidado… o cuidar do outro. Quando alguém se propõe a contar uma história, espera que o outro a colha e ao mesmo tempo acolhe o seu ouvinte num espaço outro, o espaço do afeto. O tempo então se expande para outra dimensão, não é o imediato do agora, é o tempo da criação, aquele tão essencial para a cura de nossos medos, angústias, certezas e incertezas, desejos e entregas … das vozes que trazemos dentro de nós.

 

Por conseguinte, contar e ouvir histórias é um ato de afeto, pois tanto quem conta, quanto quem ouve se deixa afetar pela alteridade e cria um vínculo do que há de mais humano entre nós, o reconhecimento da casa comum que é a vida, do que nos move para uma finalidade maior que nosso amor-próprio, o amor fraterno. Por isso, Jesus fez das Parábolas um meio para nos afetar, nos levar para o outro mundo, aquele que nos permitiria vencer o nosso ego, para sermos mais e melhor para outro, o próximo.

 

Bem, caro(a) leitor(a), você deve ter notado que não especifiquei nenhuma faixa etária para o(a) ouvinte, nem para o(a) contador(a) de histórias. Se não o fiz, é porque a minha experiência me mostrou que não há. Normalmente se espera que o(a) contador(a) de histórias seja o adulto e a plateia seja a criança, mas, ao longo da minha vida profissional e pessoal, já encontrei grandes contadores de histórias entre as crianças e vários adultos com dificuldades para se disporem a serem ouvintes, portanto, a meu ver, não é uma questão de idade, é uma questão de disponibilidade para se entregar a essa experiência tão humana e atávica.

 

E o que a Literatura tem a ver com isso? Tudo. A Literatura é antes de tudo uma experiência estética que nos permite ouvir as vozes dos outros com os olhos, como brilhantemente escreveu Eduardo Galeano em seu conto “A função do Leitor/1”, e que nos leva a vivenciar outros lugares de ser e de estar, ampliando a nossa visão do mundo, das pessoas e de nós mesmos. Por isso, ela caminha de mãos dadas com a contação de história, já que uma alimenta a outra. Pois a oralidade precede a escrita, basta lembrarmos dos Contos de Fadas, que foram recolhidos das histórias contadas oralmente pelo povo. E o bom/a boa escritor(a) é, antes de tudo, um(a) excelente ouvinte das vozes que se perpetuam dentro de si e dentro do seu próximo.

 

 

Outra vez aqui não farei a distinção da faixa etária para a obra literária, pois, a meu ver, o texto literário, quando bem escrito, transcende a isso. Porque há obras extremamente maduras e sofisticadas enquanto provocação estética e de reflexão na Literatura dita Infantil, como há livros extremamente desprovidos disso na Literatura voltada para adultos.

 

E como separar o joio do trigo? Não há uma fórmula, tudo depende da formação do(da) leitor(a), ou seja, do quanto foi a ele/ela oferecido(a) de experiências para que ouvisse as vozes do seu próximo e fizesse uso da sua voz, para contar as suas histórias e as dos outros, quer seja oralmente ou através da escrita, num tempo/espaço da criação, no encontro e na entrega dos afetos que nos aproximam como irmãos. E se esse processo se inicia na infância, ele não se encerra nela, ou em nenhuma outra faixa etária, outrossim encaminha-se ao longo da vida de cada um de nós, ou seja, somos e seremos sempre, com maior ou menor disponibilidade, leitores em formação.

 

Portanto, este texto não se propôs a qualificar e a especificar as ferramentas pedagógicas para a formação do(da) leitor(a), deixo isso para um outro momento, e peço antecipadamente desculpas se isso lhe possa ter causado, amigo(a) leitor(a), alguma frustração, mas o que eu queria mesmo é lhe comover, lhe provocar, para que, quem sabe, você se sentisse disponível a ouvir ou contar uma história… seja ela oral ou escrita. Assim, juntos, num espaço de afeto, desenrolaríamos os fios de nossas vidas e teceríamos um encontro de amor fraterno. Por isso… “essa história entrou por uma porta e saiu pela outra, quem quiser que conte outra”.

 

Por Magali Machado Silva Jobim

Professora

 

Referências bibliográficas

 

  • ALBERGARIA, Lino. Do folhetim à literatura infantil: leitor, memória e identidade. Belo
    Horizonte, MG: Ed. Lê,1996.

 

  • BUSATO, Cléo. A arte de contar histórias no século XXI. Tradição e Ciberespaço. Petrópolis, RJ:
    Vozes, 2006.

 

  • COELHO, Nelly Novaes. Literatura Infantil: teoria, análise, didática – 1 ed. São Paulo:
    Moderna, 2000.

 

  • MARIA, Luzia de. Amor Literário: dez instigantes roteiros para você viajar pela cultura letrada.
    Rio de Janeiro: Ler &Cultivar editora, 2016.

 

  • MATOS, Gislayne Avelar. A palavra do contador de histórias: sua dimensão educativa na
    contemporaneidade. São Paulo: Martins Fontes, 2005.

 

  • MATOS, Gislayne Avelar, SORSY, Ino. O ofício do contador de histórias: perguntas e respostas, exercícios práticos e um repertório para encantar. São Paulo: Martins Fontes, 2005.

Dia Nacional de Combate ao Bullying

Criado pela Lei 13.277 de 2016, 7 de abril é o Dia Nacional de Combate ao Bullying. Essa data marca o massacre de Realengo, bairro da cidade do Rio de Janeiro, onde um rapaz de 23 anos de idade que, sofreu Bullying na infância, entrou na escola e matou doze crianças, sendo dez meninas e dois meninos. Depois que ele foi atingido por um vigilante, cometeu suicídio, lamentavelmente. Contudo, essa situação poderia ser evitada com conhecimento a respeito do tema e, é este o intuito desse artigo.

 

O Bullying é um fenômeno social, manifestado de forma contrária às normas e valores coerentes à sociedade, expresso de maneira sutil e com características próprias, por tratar-se de um tipo de violência escolar.

Esse fenômeno não acontece a partir de um motivo pré-determinado e não se dá como conflitos normais ou brigas entre discentes e, sim, atos de intimidação repetida contra indivíduos vulneráveis e incapazes de defesa e a existência de espectadores que, por medo de se tornarem vítimas futuras ou por prazer em ver a dor alheia, não dão assistência aos padecentes desse mal.

Nesse contexto, a questão é muito mais complexa do que brincadeiras diárias entre discentes, pois a problemática enfrentada pela comunidade escolar emerge quando, involuntariamente, a vítima toma para si as agressões impostas pelo Bullying, permitindo-se sofrer em silêncio; essa dor é devastadora, podendo ser percebida pelo declínio em seu rendimento escolar, isolamento e ausência às aulas, explicada pelo fato de o seu agressor estudar, na maioria das vezes, na mesma sala.

 

Segundo a literatura acadêmica, existem relatos de vítimas que passaram a acreditar serem merecedoras de tamanha covardia diária, tendo seus sonhos e planos futuros ceifados, pois abandonaram a escola, contribuindo para o aumento das estatísticas de evasão escolar. Ao mesmo tempo em que a vítima não encontra ajuda necessária, capaz de lhe dar suporte, o intimidador também não encontra quem o faça cessar e/ou o conscientize e o sensibilize para a boa convivência em sociedade. É preciso interpretar o silêncio das vítimas, pois, sem o apoio de que elas precisam, jamais irão suportar as situações impostas pelo Bullying, pela própria vulnerabilidade frente ao fenômeno e, em decorrência disso, toda a comunidade escolar sofrerá por consequência.

Abordar o tema Bullying no âmbito escolar é, por consequência, almejar a prevenção ao suicídio, um problema de saúde pública e, embora a taxa de vítimas supere a da AIDS e de alguns casos de câncer, ainda assim, as pessoas fogem do assunto, justamente por falta de conhecimento, negligência ou medo. (OMC apud Associação Brasileira de Psiquiatria, 2014)

 

Segundo a Organização Mundial da Saúde, nove, em cada dez, casos de suicídio poderiam ser prevenidos e, vários são os fatores que podem levar crianças, adolescentes e adultos a cometerem esse ato extremo e, dentre esses, o Bullying. (OMC apud Associação Brasileira de Psiquiatria, 2014)

 

Assim, o espaço escolar ideal para as vítimas é aquele que proporciona a elas, um ambiente que as proteja de humilhações e intimidações e estimule a capacidade de defesa frente ao Bullying. A solução está na união de esforços entre poder público e sociedade, assumindo a existência do Bullying, em todos os lugares frequentáveis e, dessa forma, ter a possibilidade de agir em favor dos atores sociais presentes no espaço escolar, para que haja uma mudança real de comportamento e por consequência, a minimização, a prevenção e o combate eficaz ao Bullying.

 

Por fim, é urgente que tal temática seja abordada em sala de aula, pois segundo a minha pesquisa, três em cada dez alunos percebem a presença do Bullying no espaço escolar e, conscientizá-los é o papel da escola, pois acredito que, o espaço escolar deve oferecer meios de conscientização sobre o respeito e as regras de conduta frente ao coletivo, neutralizando possíveis ações transgressivas e, ao mesmo tempo, cumprindo o que está previsto na Lei 13.185 – Programa de Combate à Violência Sistemática, vigente em todo o território nacional.

 

Por: Profª Ms. Juliana Munaretti de Oliveira Barbieri

Palestrante e oferece treinamento sobre os temas: Bullying e Mobbing

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Referências Bibliográficas

BARBIERI, J. M. O., ZANOELLO, T. B., IMAIZUMI, C. E. O. Bullying nos ambientes físico e virtual e suas implicações na seara do Direito, 2020. https://www.migalhas.com.br/depeso/335875/o-bullying-nos-ambientes-fisico-e-virtual-e-suas-implicacoes-na-seara-do-direito Acesso em: 25.03.2021

BARBIERI, J. M. O. Quando um projeto quebra o silêncio: ed. Juliana Munaretti de Oliveira Barbieri, 2016.

BARBIERI, J. M. O. Desvendando e Prevenindo Bullying: a aplicabilidade da Lei 13.185, Araraquara: ed. Juliana Munaretti de Oliveira Barbieri, 2016.

BARBIERI, J. M. O. Bullying: conhecimento é a melhor forma de prevenir, Araraquara: ed. Juliana Munaretti de Oliveira Barbieri, 2016.

BARBIERI, J. M. O. Desvendando e prevenindo Bullying, Anais da VIII Amostra de Pesquisas em Educação / VIII Amostra de Pesquisas em Educação; Araraquara, p. 103, 2014. BARBIERI, J. M. O. Bullying: conhecimento é a melhor forma de prevenir, Araraquara: Suprema, 2013.

BRASIL. Institui o Programa de Combate à Intimidação Sistemática (Bullying). https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13185.htm Acesso em: 02.12.2015.

OLIVEIRA, J. M. Indícios de Bullying no Ensino Médio de Araraquara/SP. Araraquara, 2007. OMC apud Associação Brasileira de Psiquiatria, cartilha SUICÍDIO: INFORMANDO PARA PREVENIR, 2014. http://www.flip3d.com.br/web/pub/cfm/index9/?numero=14 Acesso em: 27.11.2017.

Estudantes do 4º ano produzem releituras de obras do artista plástico Ivan Cruz

As turmas do 4º ano/Fundamental do Colégio dos Jesuítas demonstraram muita criatividade ao reproduzirem releituras de obras do artista plástico Ivan Cruz, que retratam brinquedos e brincadeiras.

 

A atividade foi proposta na disciplina de História, ao trabalharem o conteúdo mudanças e permanências. Na oportunidade, os estudantes fizeram comparações entre brincadeiras do passado e do presente, por meio de diferentes abordagens.

 

Para criarem as releituras, as crianças utilizaram diferentes técnicas como, por exemplo, recorte e colagem, pintura, desenho e modelagem. As produções surpreenderam as professoras, devido a qualidade e criatividade dos trabalhos.

 

Confira fotos!

 

Homenagem à professora Adriana Costa Henriques

Hoje, os pincéis estão secos, as portas do teatro estão fechadas, a poesia não quer fazer rimas e a música tem seus acordes abafados, muito abafados. A artista, que um dia virou obra de arte no olhar e nas mãos de uma estudante do 6 ano D, não está presencialmente. Aliás, que ironia esta palavra! Presencialmente… Quantas vezes a ouvimos neste tempo que já se completa um ano de muitos desafios? Como foram os sentimentos nesse tempo? O que fizemos? Como fizemos? E, como faremos? Como foi o tempo em que vivemos antes do ciclo que estamos? São perguntas que não sei dizer.

 

Mas hoje, posso dizer com certeza uma coisa: A artista, que não mais está conosco, fez muito… muito! Seus pincéis coloriram a vida, seu sorriso marcante fez sorrir outros lábios. Suas palavras em tonalidade maior, vieram em melodias que faziam sentido aos nossos ouvidos, e com candências rítmicas que levaram os pés a calçar os sapatos e a dançar o ritmo da música.

 

Para que a obra de arte possa existir, são necessários três elementos: o artista, o observador e a obra de arte. A artista um dia se emocionou ao se ver em uma obra de arte, de sua aluna, tornando-se os três elementos em um só. Será que isso é para poucos? Sim. Isso é para aqueles que colocam seu coração, sua vida, suas mãos e pincéis em uma tela totalmente branca, em uma partitura sem notas, e um teatro ainda sem o público, em um livro ainda sem a rima, e tem a coragem de arriscar e riscar a primeira cor, a primeira nota, a primeira página e o primeiro acorde.

 

Então, fazer arte é correr o risco de que aquela obra aos olhos do artista não fique um espetáculo, mas que pode, ao mesmo tempo, mudar a vida do espectador, da plateia. Acho que não, não, não … isso é não é fácil para muitos de nós! Mas fazer da vida uma obra de arte é para todos nós, que estamos abrindo os corações ao outro e cuidando uns dos outros, é para todos nós que estamos trazendo a empatia, mesmo on-line, apenas com a janelinha, com a câmera e o microfone, já que neste tempo em que estamos vivendo, neste um ano, as cortinas do teatro não podem ser totalmente abertas para que, juntos e misturados, possamos vivenciar as mais belas e variadas formas de artes.

Fazer da vida uma obra de arte é para todos nós, que estamos colocando nossas mãos em pincéis molhados com as mais variadas cores, sujando os jalecos de tinta, giz, canetas, e em tempos remotos, dormindo tarde e acordando cedo, trazendo tudo isso através da tela que está ao alcance das mãos, com o objetivo de que a que a obra de arte fique pronta a tempo.

 

Fazer da vida uma obra de arte é para todos nós, que buscamos a coragem, mesmo quando não a temos, e arriscamos na obra. Há muito tempo, entendemos que arte é expressar sentimentos, emoções, vivência e cultura. Como disse um estudante do 9°ano, é algo que a gente imagina, inventa… e como de fato, imaginamos, criamos e nos expressamos. Se realmente expressarmos o que nos é interno e transformamos em artes, em nossa vida, poderemos dizer, sem dúvida, que nossa experiência nos é prazerosa, como nos afirma Duarte Junior.

 

A experiência que a arte nos proporciona é, sem dúvida, prazerosa. E este prazer provém da vivência da harmonia descoberta entre as formas dinâmicas de nossos sentimentos e as formas do objeto estético. Na experiência estética os meus sentimentos descobrem-se nas formas que lhes são dadas, como eu me descubro no espelho. (DUARTE JUNIOR, 1983, p.60, apud LEITE, 2017).

A obra de arte é uma coisa mesmo incrível, e quando a imaginamos, não podemos de fato ter a certeza do resultado, mas à medida que vai sendo trabalhada, vai ali também transparecendo e traduzindo nosso ser.

 

De muitas perguntas que me fiz no início de texto, muitas delas ainda não tenho resposta, mas o que sei é que: a artista que virou obra de arte e foi os três elementos ao mesmo tempo, se expressou, se emocionou, vivenciou, experimentou, e sua obra perpetuará ao lado da coletânea de músicas, da escrita literária e da cena de grandes criadores. E nós, se ainda não fizemos, não podemos esperar mais!!! É preciso pegar os pincéis, tocar o acorde, abrir as cortinas, calçar as sapatilhas e fazer as rimas. Expressar sentimentos, hoje, talvez seja difícil, mas o que nos cabe é caminhar lado a lado, artistas, observadores e obras de arte.

 

Muito obrigado a você, Adriana Henriques, querida artista, que se viu em uma obra de arte.

 

Por Leandro Miranda Elias
Professor de arte/música

No mural virtual: Turmas do 3º ano/Fundamental deixam mensagens afetivas ao Colégio

Em março, mês do aniversário do Colégio dos Jesuítas, as turmas do 3º ano/Fundamental aprofundaram-se um pouco mais sobre a história da instituição e revisitaram os espaços da escola, por meio de um jogo da memória!

 

 

Ainda no clima de celebração, os estudantes deixaram mensagens ao Colégio em um mural virtual. O carinho demonstrado em cada recadinho, foto ou desenho nos mostra que “a nossa conexão vai muito além da presença física.”

Somos Jesuítas de coração!

 

Clique nos links abaixo e confira as homenagens das turmas

 

3º A

3º B

3º C

3º D

3º E

Antiga aluna conquista diploma de musicista internacional de flauta

A antiga aluna do Colégio dos Jesuítas, Edwirges Margarita da Silva Apolinário, foi premiada em uma competição/audição da “International Orchestra Auditions Awards”, um programa artístico e de treinamento da “Samnium International University of Music”, renomada universidade, localizada na Itália, formada por um grupo de músicos consagrados no panorama mundial da música Clássica – Sinfônica e Operística.

 

 

A jovem, que concluiu o Ensino Médio Integral em 2019, conquistou o 3º prêmio no concurso (realizado de forma remota e que contou com a participação de músicos de mais de 60 países), conferindo a ela um diploma de musicista internacional de flauta transversa.

 

 

Atualmente, Edwirges está realizando o curso de Música na Universidade Federal de Juiz de Fora e destaca que as experiências artísticas proporcionadas pelo Colégio, como o Coral e as aulas de Teatro, fizeram expandir sua linha de pensamento sobre as artes e a ajudaram a crescer como musicista e a entender a diferença que seu trabalho artístico pode fazer na vida de outras pessoas, pois, para ela, “a arte é importante a arte transforma, a arte traz vida!”.

 

 

“Minha fase no Colégio dos Jesuítas foi muito importante, já que desde nova eu tinha como objetivo principal estudar música. Conseguindo a bolsa no Colégio, eu tive melhores condições de estudar para os vestibulares e alcançar minha meta de ingressar na faculdade de música”, finaliza Edwirges.

 

 

O Colégio dos Jesuítas parabeniza a antiga aluna e deseja que sua caminhada seja repleta de realizações!

 

A essencialidade da Educação

Pensar a Educação é pensar sobre a vida humana. A Educação possibilita a aprendizagem, e esta, por sua vez, traz liberdade, abre horizontes, motiva o desenvolvimento do ser humano. O conhecimento, ato de compreender por meio da razão e/ou da experiência, torna-se, portanto, uma ferramenta eficaz na construção de uma sociedade mais justa e humana.

 

Mas há liberdade sem sacrifícios? O caminho para a construção do conhecimento nos impõe desafios consideráveis, uma vez que apresenta como pré-requisito a disponibilidade e a motivação de quem o percorre.

 

O olhar para o papel da escola e sua relevância na vida de todas as pessoas é indiscutível, a educação escolar, essência desta instituição, torna-se responsável pela constituição do sujeito. E é nesta premissa que a escola trilha seu fazer pedagógico. Tendo como alguns de seus objetivos proporcionar a aprendizagem científica, a experiência, as descobertas e o repensar sobre algo, a escola assume o compromisso de disponibilizar arcabouços para que todos possam apreender de acordo com suas potencialidades. Numa atitude de respeito, compromisso e responsabilidade com a educação, a escola torna-se o “lugar comum”, onde a busca pela informação precisa ser constantemente incentivada, através de insumos que propiciem a autonomia, o engajamento e o desenvolvimento do estudante.

 

A Educação nos traz a possibilidade de pensarmos o mundo e as relações de maneiras diferentes, baseando-nos em valores, crenças e saberes específicos. Neste sentido, a escola torna-se um excelente lugar, de fato, para a concretude desta possibilidade. Pautada por um currículo integrador, sistêmico e bem articulado com a realidade, a instituição escolar busca a garantia de uma educação integral adequada e de qualidade para todos os estudantes.

 

Proporcionar condições para o diálogo, para a reflexão, para a interação e para a construção do conhecimento é um grande desafio da escola como instituição que favorece a aprendizagem através das relações com o meio, consigo e com o outro. A percepção de que todos são diferentes, únicos, mas igualmente valiosos, contribui para o exercício do respeito ao próximo e para o entendimento de que há, na diversidade, um potencial sem limites para o desenvolvimento da sociedade. Neste sentido, destaco a relevância de uma educação escolar na integralidade e faço uma analogia com um quebra-cabeças, que apresenta todas as suas peças diferentes e só pode ser totalmente completado e contemplado quando estas partes estão em perfeita harmonia.

 

Por Prof.ª  Danielle França Simas

Orientadora Pedagógica