O toque do rosa – uma campanha sobre saúde da mulher

 

O mês de Outubro coloca a saúde da mulher em foco através da Campanha Outubro Rosa: prevenção e combate ao câncer de mama. Neste tempo, vários institutos de saúde, ONG’s e sociedade civil colaboram com a disseminação de informações que possam vir a ajudar as mulheres a identificarem os sinais de um câncer de mama e, até mesmo antes disso, buscarem a prevenção.

 

Partindo do princípio que informação também promove saúde, esse tipo de campanha tem exercido um interessante papel social na medida em que provoca instituições públicas e privadas a engajarem em propostas como essa. Embora essas iniciativas já existissem há algumas décadas, sua disseminação pelas redes sociais ganhou maior expressão e variedade nos últimos anos. Temos, portanto, a cada mês, diversas cores que apontam para ações diferentes, buscando divulgar temas que ainda são tabus, erradicar determinadas doenças ou, pelo menos, orientar a população na direção do cuidado com algum aspecto da saúde. Outubro é, então, o mês em que os tons de rosa se espalham, iluminando o câncer de mama e, com isso, a saúde de cada mulher!

 

Esse é um tipo bastante comum de câncer e é aquele que causa mais mortes em mulheres, no Brasil. Esta campanha tem conseguido a adesão de grandes empresas, importantes órgãos relacionados à saúde da mulher, além de muitas personalidades. Todos se movimentam durante essas semanas para chamar atenção para a necessidade de nós mulheres conhecermos melhor o nosso corpo, principalmente as mamas, para que conhecendo sua estrutura, textura, variações que naturalmente ocorrem ao longo do mês, possamos identificar quando uma alteração surgir. Importante destacar que qualquer caroço identificado em uma mama de uma mulher que tenha mais de 50 anos precisa ser investigado. Em mulheres jovens, caso as alterações persistam por mais de um ciclo menstrual, é necessário buscar a avaliação médica.

 

As campanhas que tratam de nossa saúde relacionam-se ao conhecimento que cada mulher possui de si mesma. Sabemos, no entanto, dos atravessamentos que perpassam o gênero feminino em nossa sociedade. A mama é um dos símbolos de nossa sexualidade, historicamente reprimida, tolhida, cerceada. Tocar as próprias mamas, ainda que em busca de sinais que possam antecipar um diagnóstico de câncer, não é uma prática comum. Ainda é tabu tocar o próprio corpo. Portanto, é preciso fortalecer o suporte social das mulheres, fazendo circular entre elas as informações que podem desconstruir preconceitos, bem como o apoio concreto para a construção de uma cultura de cuidado. A mídia local tem divulgado onde se pode realizar exames médicos, fato importante, pois o rastreamento identifica doenças antes mesmo que a mulher perceba seus sintomas, antecipando ainda mais o diagnóstico. Podemos divulgar em nossos círculos sociais a relação dos profissionais que conhecemos e que realizam um atendimento humanizado, o que favorece qualquer tratamento. Desse modo, não somente o câncer de mama pode ser combatido, mas todos os outros fatores que impactam na saúde da mulher.

 

Para maiores informações, acesse a cartilha abaixo, produzida pelo INCA (Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva) em parceria com o Ministério da Saúde.

 

Confira a cartilha.

 

Por Raphaela Souza dos Santos

Agente na Formação Cristã

Atividades físicas e cuidado em família

 

Lendo os sinais dos tempos, deparamo-nos com uma sociedade extremamente acelerada pela rotina de trabalho e estudo, causando, muitas vezes, cansaço, estresse e ansiedade. Além disso, estamos inseridos em um mundo cada vez mais conectado e inundado de inovações tecnológicas, que estão presentes em várias atividades diárias, inclusive no lazer. Diante desse contexto, o discurso, geralmente, caminha para o da falta de tempo ou do cansaço, no que diz respeito à prática de atividades físicas.

 

Voltando nosso olhar para o cuidado com nossa saúde física e mental, as atividades físicas podem proporcionar diversos benefícios que vão auxiliar desde atividades simples do cotidiano, até a profilaxia de doenças. Ou seja, praticar atividades físicas regularmente promove o desenvolvimento das capacidades físicas, estimula o sistema imunológico, influencia os processos cognitivos e anímicos, bem como é uma ótima ferramenta de socialização. Sendo assim, é importante separarmos um momento em nossa agenda para destinar ao cuidado com nosso corpo e nossa mente.

 

Além de uma prática regular de atividades físicas, existem inúmeras maneiras de colocarmos nosso corpo em movimento, tais como: passeio de bicicleta, caminhada, prática de algum esporte ou luta, brincadeiras etc., e o mais importante é que tais atividades podem ser realizadas em família. Diante da pandemia causada pela covid-19, uma das lições que ficam do distanciamento social físico é que podemos adaptar as atividades dentro da realidade de cada pessoa e de cada família, no que diz respeito ao espaço, ao material e aos limites de cada um. Na perspectiva do cuidado em família, praticar atividades físicas com alguém do nosso convívio pode ser muito mais motivante e prazeroso, proporcionando momentos de alegria e gerando uma cumplicidade na busca por uma vida mais saudável.

 

Portanto, aqui fica um desafio: se você já faz alguma atividade física de forma regular, convide alguém de sua família para lhe acompanhar e compartilhe os benefícios que a prática tem trazido para seu corpo e sua mente. E caso você ainda não tenha começado, que tal dar o primeiro passo? Nunca é tarde para desenvolver hábitos saudáveis!

 

Por Arhur Rodrigues do Amaral Castellões

Coordenador da Escola de Esportes

Autocuidado e Espiritualidade

 

O autocuidado pode interferir diretamente em nossa qualidade de vida, melhorando a nossa saúde nos aspectos físico, mental e espiritual. Essa prática deve estar entre as nossas prioridades, sobretudo nos tempos em que vivemos, de incertezas e desgaste emocional, causados, além de outros motivos, pela pandemia do Covid-19.

 

Autocuidado significa dar atenção às próprias necessidades, buscando compreender o que é imprescindível ao corpo e à mente, uma vez que, ao desenvolver bons hábitos, as pessoas são capazes de potencializar suas habilidades visando diminuir o estresse causado pelo dia a dia e lidar com os desafios com mais leveza. Destacaremos, a seguir, alguns tipos de autocuidado.

 

O autocuidado físico pressupõe práticas de cuidado com o corpo, o que inclui uma boa alimentação, busca por qualidade do sono e a constância ao se exercitar com atividades físicas.

 

Já o mental e emocional implica investir no autoconhecimento, para compreender os próprios sentimentos e pensamentos, praticar o autoperdão e estabelecer limites nos laços sociais. Com isso, buscamos momentos de lazer, fazendo aquilo que nos faz feliz. Desafie-se e descubra novos prazeres!

 

Já o autocuidado espiritual é aquele que nos oportuniza uma ligação com o nosso interior, nossa alma e com aquilo que é sagrado para nós. Isso pode ser feito por meio de orações ou outras práticas que proporcionem a transcendência, como a meditação, reflexões, símbolos e/ou crenças que façam o papel de “facilitar” o encontro com o Sagrado.

 

Assim, para que consigamos ter equilíbrio em todas as áreas de nossa vida, o cuidado interior exerce um papel fundamental, uma vez que é um caminho possível para ressignificar experiências e redimensionar memórias, fazendo reflexões propositivas. Em nosso cotidiano, muitas vezes, o “cuidar de si” se torna um desafio, pois, entre as prioridades, nos deixamos em segundo plano. No Cristianismo, o comprometimento com o autocuidado e com os outros é uma resposta de fé, tendo em vista que o mandamento maior é “amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”.

 

Portanto, é comum que, entre os momentos de vivência da fé, as pessoas se comprometam a cuidar mais de sua saúde, e, em consequência, sentem-se em maior harmonia consigo mesmas e até com os outros. E você, tem cuidado de si?

 

 

 

 

Referência bibliográfica:
MELO, Cynthia de Freitas et al. Correlação entre religiosidade, espiritualidade e qualidade de vida: uma revisão de literatura. Estud. Pesqui. Psicol.., Rio de Janiero, v. 15, n. 2, p. 447-464, jul 2015.

 

Por Anna Carolina Santos Reis Dalamura

Professora