Dilemas sobre a abolição da escravidão

 

O período imperial foi marcado por diversos conflitos ideológicos em relação à escravidão. De um lado, existiam os abolicionistas e, de outro, os que defendiam a continuidade da escravidão. E, no meio desses conflitos, ainda existiam os negros que lutaram de diversas maneiras pela sua liberdade.

 

A abolição da escravatura foi um dos acontecimentos mais importantes da história do Brasil. A Lei Áurea foi assinada no dia 13 de maio de 1888, tendo a princesa Isabel como protagonista deste fato histórico. A lei contém apenas dois parágrafos: um abolindo a escravidão e um outro revogando as disposições contrárias. Mas por que este tema ainda é tão comentado atualmente?

 

A Lei Áurea marcou o fim do escravismo no Brasil. Todavia, na citada lei, não existiu nenhum parágrafo inserindo o ex – escravo na sociedade e no mercado de trabalho. Dessa maneira, o preconceito e a discriminação são heranças da escravidão no Brasil. Portanto, acabou a escravidão, mas permaneceu a mentalidade colonizada entre nós brasileiros, que se expressa, no dia a dia, pela reprodução das relações de desigualdade e falsa ideia de superioridade. E como essa ideia se expressa? Através do racismo e da desigualdade social. Ela funciona como elemento de distinção entre brancos e negros.

 

Diante de tais evidências de um passado recente, que marcou a sociedade brasileira, faz-se necessário perguntar: O que podemos refletir sobre a data 13 de maio?

 

O Brasil é o país com o maior número de negros fora da África, 56,10% da população brasileira se declara negra, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua do IBGE. Como um país com maioria declarada negra no país, não os vê?

 

O preconceito racial tinha suas raízes dentro e fora do Brasil. Os alforriados tornaram-se indesejados, tratados como desocupados e abandonados nas ruas. O que podemos ver na descrição do historiador Luiz Edmundo, (1878-1961), em seu livro O Rio de Janeiro do meu tempo:

 

Por elas vivem mendigos, os autênticos, quando não se vão instalar pelas hospedarias da rua da Misericórdia, capoeiras, malandros, vagabundos de toda sorte: mulheres sem arrimo de parentes, velhos que já não podem mais trabalhar, crianças, enjeitados em meio a gente válida, porém o que é pior, sem ajuda de trabalho, verdadeiros desprezados da sorte, esquecidos de Deus…(…) No morro, os sem- -trabalho surgem a cada canto”.

 

A forma traumática como a escravidão desenvolveu, precisa ser refletida, pois a população negra ficou à margem da sociedade e atirada à própria sorte. Não houve orientação para os alforriados, por exemplo, para se integrarem no mercado de trabalho assalariado.

 

Uma das ações para que possamos refletir sobre o assunto, são as ações afirmativas, lembrando que há muita luta ainda por vir. Mesmo que a Lei Áurea, de 13 de maio de 1888, tenha sido assinada para interromper a escravidão, ela eximiu de incluir, economicamente e socialmente, negros no país. Portanto, a referida data se tornou uma data para denunciar o racismo, a pobreza e a falta de oportunidades das comunidades negras.

 

Por Adriana Malaquias e Marcela Torres

Professoras

Aulas on-line: confira dicas que vão facilitar a vida familiar

Durante a pandemia do novo coronavírus, vimos as tradicionais salas de aula migrarem para as telas, que antes eram apenas sinônimo de diversão, passatempo e fonte de informação.

O ensino a distância já era uma modalidade comum para o ensino superior, mas o desafio veio mesmo quando a educação infantil, o ensino fundamental e o ensino médio também tiveram que se adaptar. Pensando nisso, separamos algumas dicas para responsáveis e estudantes lidarem com as aulas on-line da melhor forma possível. Veja só!

 

Dicas para os responsáveis

 

Mantenha um diálogo aberto

Converse sempre com a criança (ou o adolescente). Esteja aberto a ouvir o que ela tem a dizer e busque compreender suas necessidades.

Seja parceiro e cobre menos

Mostre que está ao lado de seu filho e respeite-o. Caso ele encontre dificuldades, ajude-o a encontrar soluções. Impor limites faz parte, mas não cobre tanto. Isso pode inclusive piorar o processo de aprendizado. Neste momento atípico, o seu apoio faz toda a diferença!

Acompanhe o desenvolvimento e abuse da criatividade

Aproveite o momento para acompanhar mais de perto o desenvolvimento escolar do estudante. Assim como a escola, os responsáveis também devem se esforçar e usar a criatividade, por exemplo, na busca por alternativas mais lúdicas e que ajudem a sanar as dúvidas sobre os conteúdos ou as atividades apresentadas.

Procure apoio psicológico quando necessário

O distanciamento social e o estresse da mudança de rotina podem desgastar emocionalmente a criança. Fique de olho, e, se os efeitos emocionais comprometerem o aprendizado e outras tarefas, não hesite em procurar ajuda.

Converse sobre a postura adequada durante as aulas

As aulas on-line também requerem atenção plena do estudante, e a postura durante o aprendizado é essencial. Converse com ele sobre esse momento. Explique o quanto é importante que ele se dedique e dê o exemplo.

Dicas para estudantes

 

Construa uma rotina

Acorde, tome café, defina suas prioridades e tire o pijama! Por estar em casa, a preguiça e a falta de atenção podem aparecer, por isso o ideal é se preparar como se estivesse indo normalmente para o colégio.

Separe um local adequado para o estudo

Escolha um lugar tranquilo, silencioso, bem arejado e livre de distrações

Estabeleça um horário parecido com o da escola

Monte seu cronograma de estudos, de acordo com os horários das aulas e as atividades propostas pela escola, e não se esqueça dos intervalos!

Tire sempre as suas dúvidas

Pergunte, interaja e, durante os estudos, anote as dúvidas para tirá-las posteriormente com o professor. É sempre interessante diversificar a fonte de aprendizado. Procure canais no YouTube, leia livros, assista a filmes relacionados às matérias. Invista no que prende a sua atenção e no que te faz aprender e absorver melhor o conteúdo.

Dica extra para pais e estudantes

 

Mantenha uma boa relação com a escola e os educadores. Lembre-se de que o modo Jesuítas de promover educação de excelência, mesmo diante dos desafios e da distância, é capaz de formar pessoas conscientes, competentes, compassivas e comprometidas com a transformação do mundo. Confie em nossa rede e conte sempre conosco!

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